terça-feira, 9 de março de 2010

Ando com muita vontade de morrer,peço a Deus todo dia que ele me leve logo. Não tenho vontade de me matar, estou tão somente cansada de tudo, de fracassar, de doenças, de não ser amada, de não ter minha família. Não tenho mais porque continuar aqui, não tenho mais nada para fazer. Espero que Deus seja benevolente e leve-me o quanto antes.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Não sou perfeita

Primeira postagem aqui...
Confeço que não sou boa para fazer diários,nem escrever em blogs,assiduidade não é meu forte.Mas escolhi este meio para desabafar meus tormentos,desilusões,minhas doenças,enfim,tudo aquilo que me faz mal para a alma e que melhora quando colocamos para fora. E por que não desabafar com um amigo? Simples,ninguém aguenta lamúrias.Se você se lamenta uma vez, o ouvinte te escuta com atenção, dá-te conselhos, apoio e etc. Se você resolve fazer de seu amigo seu ouvinte constante,a amizade desanda. Sem você perceber no início,seu amigo vai te dando foras,desculpas,evita todo e qualquer contato contigo. Quando você percebe, seu amigo passa a ser um mero conhecido.

Minha vida nos últimos 11 anos constinuiu-se de vários momento bons e outros tanto ruins. Os ruins a que me refiro se trata da minha saúde,que definitivamente vai cada dia pior. Tudo começou em 1998,anos que comecei a apresentar muitas dores abdominais,vômitos e diarréias constantes. Eu percebia que ao comer determinados alimentos eu passava mal.Procurei alguns médicos e mesmo com exames não obtive diagnóstico. Somente em 2005,após uma crise aguda,comecei a descobrir o que eu tinha.Digo que comecei pois até hoje descubro algo mais. Enfim,em abril de 2005 comecei a descobrir a retocolite ulcerativa crônica,confirmada em novembro do mesmo ano,após uma "curta estadia" no Hospital Miguel Couto(que diga-se de passagem,se dependesse deles eu ficaria lá eternamente sem saber o que tinha).A retocolite vem a ser uma doença inflamatória da parede do intestino grosso,agravada não só por determinados alimentos,como também pelo fator emocional.Diga-se de passagem,meu emocional há muitos anos que não é nada bom. Também é considerada uma doença auto-imune,ou seja a grosso modo,que meu organismo passou a combater a ele mesmo. Durante esses anos,durante as crises,na maioria decorrente de fatores emocionais(períodos nos quais eu passava por problemas de ordem pessoal),precisei muitas vezes recorrer a medicamentos como supressores de imunidade,corticóides,o que abalavam mais ainda meu estado físico e emocional(sim,para melhorar eu piorava,uma vez que resfriados e até pneumonias passaram a fazer parte da minha rotina devido a baixa imunidade farmacológica).
Há cerca de um ano, outra constatação: passei a ser intolerante ao glútem(proteína presente em alguns cereais como o trigo, aveia e cevada). Descobri essa intolerãncia ao trabalhar com farinha de trigo,auxiliando uma amiga na produção de salgadinhos para uma casa de festas. Minha pele simplesmente explodiu em microbolhas pelo corpo todo(da cabeça aos pés,literalmente),que coçam que é uma beleza,sem contar com a sensação de que está queimando. Com o calor,tudo piora,a ardência,o incômodo,e até a quantidade dessas bolhinhas.Enfim,o que já era ruim,ficou pior. Minhas restrições alimentares tornaram-se maiores. Na verdade glútem passou a ser proibido não só na alimentação(adeus pães,pizzs.macarronadas e etc),como também em produtos de higiene e beleza. E é nesse caso que o "bicho" pega. Enquanto ao que se refere a alimento,há uma lei que obriga a indústria alimentícia informar em suas embalagens se o produto contém ou não glútem, o mesmo não ocorre com os produtos de higiene/beleza,e,como não manjo de química,cometos mutos erros fatais. Sempre que posso mando e-mails para as empresas solicitando informações sobre a composição de seus produtos referindo minha intolerância ao glutem.Mas infelizmente nem todas me respondem. Não seria mais fácil que a mesma lei que se aplica aos alimentos se aplicasse a todos produtos que pudessem entrar em contato com a pele? Enfim,como posso manter-me calma e serena,se o coça-coça é constante? Como manter o bom humor e não me lamentar se até para uma saída social eu tenho que ser a chata a boicotar uma apetitosa fatia de pizza? Haja paciência e muita meditação,caros amigos que não me ouvem. Desculpa minha repetição,mas essas patologias fazem parte da minha vida.Como disse antes,não sou perfeita.